‘Entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar última vitória a Lula’: imprensa mundial repercute votação no 2º turno
25/10/2026
(Foto: Reprodução) Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em agendas eleitorais na reta final da eleição
Ricardo Stuckert / Vitor Salles
A imprensa internacional repercutiu neste domingo (25) a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras, disputado entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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As manchetes destacaram a importância que o resultado do pleito no Brasil terá para a América Latina e para o mundo. Veja abaixo.
O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula";
A Associated Press, dos Estados Unidos, chamou de "decisão tensa" a votação deste domingo;
O New York Times, dos Estados Unidos, afirmou que "Flávio pode conseguir a maior vitória da direita da América Latina";
O The Guardian, do Reino Unido, disse que o resultado da eleição é "altamente imprevisível".
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El País, Espanha
Reportagem do jornal El País, da Espanha, sobre a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras em 25 de outubro de 2026.
Reprodução/El País
O El País, da Espanha, afirmou que o Brasil decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula".
A fala é uma alusão ao fato de o Congresso brasileiro ter se tornado mais conservador após o 1º turno, com uma expansão da bancada do PL, que agora é o partido com a maior bancada em ambas as casas legislativas.
Eleger o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional, significa transformá-lo no presidente mais poderoso das últimas décadas, porque ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com uma maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal Federal", escreveu.
O jornal disse ainda que uma vitória de Lula significaria "manter o rumo político e econômico, apostar, nestes tempos tão turbulentos, em um mundo regido por regras e em um líder com credenciais democráticas consolidadas".
A reportagem disse também que "brasileiros de esquerda e direita se mobilizaram em massa nas últimas semanas de campanha em busca dos votos que vão decidir as eleições mais acirradas de suas vidas".
Associated Press, Estados Unidos
Reportagem da agência de notícias Associated Press, dos Estados Unidos, sobre a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras em 25 de outubro de 2026.
Reprodução/Associated Press
A agência de notícias norte-americana Associated Press deu destaque ao elemento de tensão que cerca a votação deste domingo.
"Brasileiros votam em uma disputa tensa entre Lula e Bolsonaro com influência dos EUA e com a América Latina em jogo. (...) O resultado determinará se os Estados Unidos ampliarão significativamente sua crescente influência na América Latina", afirmou a agência.
A reportagem citou uma pesquisa do Datafolha desta semana que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro apareceram com 50% da intenção de voto. Também afirmou que "a diferença entre os dois candidatos é marcante":
"Uma vitória de Bolsonaro representaria uma guinada à direita do país mais populoso e da maior economia da América Latina, em um ano com vitórias de aliados de Trump [na região]. (...) Uma vitória de Lula manteria o Brasil e o México sob a liderança de políticos de centro-esquerda", afirmou.
New York Times, Estados Unidos
Reportagem do jornal The New York Times, dos Estados Unidos, sobre a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras em 25 de outubro de 2026.
Reprodução/New York Times
O jornal "The New York Times" afirmou que "Flávio pode conquistar a maior vitória da direita da América Latina" e também repercutiu o quão acirrada está a disputa neste segundo turno.
"Os brasileiros vão às urnas neste domingo para eleger um novo presidente em uma eleição disputada ferozmente [entre Lula e Flávio Bolsonaro], no que representa o maior teste até agora para a direita em ascensão que vem conquistando presidências em toda a América Latina (...) Uma vitória de Bolsonaro representaria a maior conquista até agora de um movimento de direita em ascensão que avança por toda a América Latina", afirmou a reportagem.
O veículo norte-americano também citou o grande interesse do governo Trump no pleito — o presidente dos EUA tem afinidade ideológica com Flávio.
The Guardian, Reino Unido
Reportagem do jornal The Guardian, do Reino Unido, sobre a votação no 2º turno das eleições presidenciais brasileiras em 25 de outubro de 2026.
Reprodução/The Guardian
O jornal britânico "The Guardian" afirmou que o pleito brasileiro é "altamente imprevisível" e destacou que a distância entre os dois candidatos é a menor da história para um 2º turno na disputa pela presidência.
A reportagem disse que Lula "tenta uma volta por cima sem precedentes" contra Flávio, e citou a "vitória surpreendente" do bolsonarista no 1º turno.
"A diferença entre eles foi a menor já registrada em um primeiro turno, inferior a 2% dos votos. O presidente, de 81 anos, passou boa parte da campanha do segundo turno concentrado em estimular o comparecimento às urnas (...) e em alimentar temores sobre o que significaria o retorno ao poder de um integrante da família Bolsonaro".
O jornal também citou que Flávio pretende dar um indulto a seu pai, Jair Bolsonaro, caso seja eleito e que ele prometeu mudar a Constituição brasileira.